O que é agricultura orgânica?

Fazer agricultura orgânica não significa simplesmente deixar de usar agrotóxicos e adubos químicos nas lavouras. Para que isso possa acontecer, é preciso:
  • tratar o solo como um organismo vivo, protegendo-o da erosão e fornecendo-lhe matéria orgânica;
  • nutrir as lavouras através desse solo vivo, suplementando-as com materiais naturais de acordo com as necessidades das plantas;
  • tornar as plantas resistentes a pragas e doenças e, só em último caso, lançar mão de extratos e caldas, defensivos elaborados com elementos naturais de baixa ou nenhuma toxicidade;
  • utilizar água de boa qualidade na irrigação das lavouras e na higienização dos produtos;
  • respeitar a natureza dos animais, proporcionando bem-estar às criações através de alimentação e tratamentos adequados.




  • Um sítio orgânico é um ecossistema onde interagem animais, plantas nativas e cultivadas, microorganismos; e seres humanos, intervindo o mínimo possível, e sempre levando em conta os processos naturais.

    A grande aliada da agricultura orgânica é a BIODIVERSIDADE - a vida manifestada em todas as suas formas, em um meioambiente protegido.

    O que se busca é a SUSTENTABILIDADE: a chance de gerações futuras de agricultores poderem produzir e se desenvolver, e de consumidores poderem se alimentar de forma saudável.

    O que se busca é AUTONOMIA DO PEQUENO AGRICULTOR, aquele que é o grande responsável pela produção de alimentos e que vem sendo eliminado por um modelo tecnológico que impõe o uso de insumos de alto custo, a produtividade a qualquer preço e o lucro imediato como único parâmetro de eficiência.

    POR ISSO, A AGRICULTURA ORGÂNICA NÃO PODE CONVIVER COM OS TRANSGÊNICOS.

    Por que o produto orgânico deve ser certificado?


    Em uma sociedade complexa como a nossa, as pessoas perdem o contato direto com o campo, de onde vem o seu alimento. Quem, então, garante que um produto que se diz orgânico foi, de fato, produzido sem o uso de agrotóxicos e adubos químicos, e respeitando os princípios da agricultura orgânica?

    A ABIO foi fundada em 1985, com o objetivo de oferecer aos consumidores alimentos produzidos organicamente por um pequeno grupo de agricultores.

    Hoje com mais de 180 sócios, a ABIO assume esta responsabilidade: garantir para o consumidor a qualidade orgânica dos produtos que portam seu SELO DE CERTIFICACÃO que está de acordo com os padrões nacionais e internacionais.

    Certificar para a ABIO significa inspecionar semestralmente, ou sempre que for necessário, os sítios; submeter produtos e amostras do solo e água a análises laboratoriais quando pairar alguma dúvida sobre sua qualidade; punir e eliminar de seu quadro de sócios os fraudadores.

    Muito mais que isso, no entanto, certificar, para a ABIO, significa manter uma rede de compromissos, que inclui, também, os consumidores. Além dos procedimentos formais que nos habilitam a certificar, buscamos a revitalização de valores como a confiança, a cooperação, o respeito humano, a responsabilidade social.

    Por isso, a ABIO investe tanto na capacitação dos agricultores quanto na inspeção das áreas de produção e dos produtos.

    Por que os produtos orgânicos são mais caros?

    Algumas condições fazem com que o produto orgânico ainda chegue ao consumidor a um preço mais elevado que o produto convencional:
  • a transição para o sistema orgânico de produção implica, quase sempre, perdas iniciais de produtividade, ou até mesmo de lavouras inteiras;
  • os circuitos tradicionais de comercialização não estão adaptados ao produto orgânico, que precisa, então, criar seus próprios circuitos;
  • apesar de a certificação da ABIO ser uma das mais barata no Brasil, acrescenta custos ao produto.
  • A ABIO BUSCA APROXIMAR CADA VEZ MAIS O PREÇO DO PRODUTO ORGÂNICO AO DO CONVENCIONAL, PORQUE ACREDITA QUE O ALIMENTO DE QUALIDADE É DIREITO DE TODOS.

    Isso se dará através:
  • do aumento do conhecimento tecnológico (pesquisas), para produzir organicamente com mais eficiência;
  • da expansão do consumo, para que se obtenha escala na comercialização e na distribuição;
  • de maior eficiência operacional na comercialização pelo estímulo à cooperação e ao associativismo.


  • O consumidor deve levar em conta que pagar um pouco mais caro pelo alimento orgânico resulta em economia de gastos com a saúde. E que adquirir alimentos orgânicos é a sua contribuição à preservação do meio ambiente e ao fortalecimento da agricultura familiar.

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